Presença ilustre na feira da Praça XV

A gente já estava há um tempo pra fazer isso: tocar unplugged na rua, de dia, ao ar livre. Porque a gente gosta, porque as pessoas gostam e porque, tirando Tales, que tem que levar aquele baixo enorme, é prático – ainda mais de dia, que tem transporte, tem movimento, é tranquilão.

Escolhemos a Praça XV porque é central, porque uma parte da banda mora em Niterói e por motivos de FEIRA DE ANTIGUIDADES.

Não avisamos muito, pra não criar expectativa. Foi de surpresa, quem viu, viu. Lia, Cid, Aluizio e Tales.

E a gente viu.

A gente viu a lenda viva da música *E* do sapateado brasileiro, Bob Lester, sorrindo pra gente. Bob se apresentou, sorriu, botou umas moedinhas na case, cantou com a gente super de improviso.

Quem viu, viu. Até porque estávamos muito em êxtase pra filmar.

Mas pelo menos um registro fotográfico a gente tem:

Seu Edgar, 102 anos, mostrou a carteirinha de músico, deu o telefone pra gente, elogiou nosso trabalho.
Olha, a gente até gosta de ser pago quando tem alguém ganhando alguma coisa, cobrando ingresso, ou quando contratam a gente pra algum trabalho muito específico, com repertório específico, porque é uma forma de valorizar o que a gente investe em ensaios, aulas, treino e pesquisa. Mas a gente gosta mesmo é de tocar, a gente faz isso por hobby quando não estamos, cada um, em nossos empregos. A gente quer que as pessoas ouçam as músicas que a gente gosta. A gente quer um mundo com mais Cab Calloway, com mais trilhas de desenhos animados, com mais músicas num volume não-agressivo para agradar a todos, no meio da rua mesmo, porque levar uma música como “Pombo correio” numa levada jazzinho pra uma praça é levar amor. E o mundo tá muito cheio de ódio, gente. Essa é a nossa maneira de ajudar a suavizar um pouco as coisas.
Então, no final das contas, é esse tipo de coisa que paga o que a gente faz. Dar um beijinho na bochecha de Bob Lester e ouvir elogios ao nosso projeto – ele, que tocou COM CARMEN MIRANDA! E foi dançarino do FRANK SINATRA! O feedback, os sorrisos da galera, as pessoas que cumprimentam e parabenizam pelo nosso trabalho, isso não tem preço – sempre. Mas vamos combinar que essa de hoje se juntou aos top momentos da carreira do Uisqueletos, junto com tocar no imperator, ouvir dicas de marketing digital do Chester Whitmore e tirar foto abraçado com Chris Claremont
A gente é low profile. A gente sabe que não vai viver disso mesmo, então a gente não fica fazendo spam no Facebook dos nossos shows. A gente divulgou em cima da hora, porque a gente acordou na vibe de tocar. A gente faz isso por prazer, quando a gente está a fim e quando a gente acredita na causa.
E a gente acredita nessa causa.

E você? Em que causa acredita?

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